A agitação é muito grande nos palácios e nos porões de Brasilia para desfazer, ou pelo menos diminuir, o mal estar causado diante da opinião pública pelo desfecho da operação satiagraha. Afinal de contas está ficando cada vez mais claro que o principal punido, senão o único, será mesmo o delegado Protógenes Queiróz, por ter metido o nariz onde não devia.Os principais membros dos poderes executivo, legislativo e judiciário e setores da grande imprensa estão aflitos e não estão se entendendo sobre o que fazer para desfazer a péssima imagem que ficou: Daniel Dantas e Naji Nahas não estão presos porque são amigos do poder e financiadores dos poderosos.
Agora é que são elas: se os processos tiverem um trâmite absolutamente normal, fatalmente acabará com a prisão de Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta e demais membros de suas organizações criminosas pelos inúmeros crimes cometidos e fartamente documentados por Protogenes, inclusive pelos crimes de financiamento ilegal de campanhas e corrupção ativa.
Nos casos desses financiamentos de campanha e da corrupção de funcionários públicos, muita gente importante, dos três poderes, terá que dar explicações á justiça e á sociedade e isso poderá causar ainda mais constrangimento.
O desafio é muito grande e imediato: como dar uma satisfação convincente aos brasileiros sem punir os amigos criminosos e sem abalar as frágeis estruturas de nosso recente estado democrático de direito?
Uma sugestão: encarando o problema de frente, doa a quem doer, custe o que custar.
José Antonio Martins Prestes

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