
Em vários cantos e meios do Brasil, a política ainda é feita á base de
capangas, armas, surras, mortes e
sumissos de adversários, os Estados de
Alagoas e do Maranhão são
ótimos exemplos desta forma de fazer política. Não é á toa que estão entre os estados mais pobres, atrasados e violentos do país. Fernando
Collor, Renan Calheiros e José
Sarnei são três de seus mais ilustres representantes.
Infelizmente o Senado brasileiro está entulhado deste tipo de político. Os menos ruís pecam por uma inexplicável omissão, é o caso dos petistas: Aloísio Mercadante e Eduardo Suplicy e do pmdebista Pedro Simon, que sempre fizeram vistas grossas aos esquemas montados por Agaciel Maia a mais de 16 anos. Alegando desconhecer as falcatruas.
Existe ainda a turma do cinismo descarado, cujo exemplo máximo e mais atual, é o do Senador Artur Virgílio do PSDB, que alegou não saber a origem dos dez mil dólares que seu assessor lhe enviou á Europa ou que mantinha um protegido seu, estudando na Espanha ás custas do Senado Brasileiro. Se propôs a devolver o dinheiro para encerrar o assunto.
Sarnei é simplesmente o chefe deste bando, nem melhor, nem pior, usa o cargo em sua plenitude para se manter na política, para enriquecer, para garantir a defeas dos interesses de seus financiadores, para beneficiar os seus familiares e vai por aí á fora.
O mais interessante é que depois deste show de Horrores que estamos vendo pela mídia, o foco das atenções será desviado para outro assunto (que será produzido logo) e tudo continuará como sempre: o cargo público sendo utilizado exclusivamente para o benefício privado.
Este é o caso do povo brasileiro sair ás ruas e exigir uma devassa no Senado, na Câmara e no Executivo, infelizmente e inexplicavelmente, não o fará. Paciência!!!!
José Antonio Martins Prestes