O
destino dos brasileiros está nas mãos de um político presidiário.
As mais recentes pesquisas eleitorais publicadas neste
início de maio (Datafolha, Ibope, MDA, DataPoder360 e Paraná Pesquisas), mostram
que Lula não só mantem 31 % do eleitorado brasileiro fiel ao seu
legado social, como detém o poder de
transferir dois terços de seus votos para qualquer poste que ele indicar caso
não possa concorrer, menos é claro, para Dilma, que é um poste queimado dentro
do próprio partido.
Isso significa dizer que Lula participará das eleições
deste ano de qualquer jeito e vai para o segundo turno muito provavelmente através de seu avatar.
Ocorre que as mesmas pesquisas mostram que a maioria do eleitorado brasileiro (54%)
não quer mais ser governada pela esquerda. Fenômeno este que está ocorrendo em
todo mundo democrático civilizado. O momento agora é da direita, seja nas
Américas, na Europa ou na Ásia. Denominado por Samuel Huntington de "onda reversa".
È aí que a cobra começa a fumar. O PT pragmático de Gleisy Hoffman
e Lindberg Faria do andar de cima, e dos “movimentos sociais” do andar de baixo,
junto com a marxistada de ipod de plantão nos centros de filosofia e ciências humanas das universidades públicas, não aceita uma composição do avatar de Lula com políticos
ou partidos (sequer) de centro esquerda, leia-se, Ciro Gomes, Marina Silva ou Joaquim Barbosa. Fernando Haddad, Jacques
Wagner, Celso Amorim ou qualquer outro possível avatar lulopetista, só poderá
se coligar com gente do tipo: Manuela D’Ávila,
Guilherme Boulos, ou, quiçá, Rui Costa Pimenta. A turma da luta de classes do
século XXI, que odeia a classe média mas não dorme sem pijamas nem sai do banho sem roupão.
Esse caminho levará inevitavelmente as eleições de 2018 á
radicalização entre a extrema esquerda e a extrema direita. Extrema-direita esta, legitimamente
representada por Jair Bolsonaro.
É isso mesmo. A radicalização da esquerda levará Jair Bolsonaro
ao Palácio do Planalto. Simples assim. E aí o pau vai quebrar, Jair Bolsonaro não
terá forças e nem fará esforços para conter seus mais fiéis escudeiros e viveremos um período de
neofascismo explicito. Quem, como eu, já esteve em manifestações pró e contra
Lula e pró e contra Bolsonaro, já sentiu a pegada. É forte.
Um candidato de centro direita, que se comprometa a pacificar o Brasil controlando a lava-jato e ainda com "poderes" para colocar a economia brasileira nos trilhos já existe e está pronto para ser
apresentado ao eleitorado, é preciso apenas haver um acordão cuja decisão está nas mãos de Lula.
Para quem no passado negociava clandestinamente com o Delegado Fleury, vendia greves com a maior cara de pau e fez fortuna através de amizades obscuras com os maiores empresários brasileiros, isso é fichinha. Aceitando o acordo Lula teria como prêmio a liberdade e como
punição o ostracismo político. Neste caso, seu julgamento sairia das mãos
implacáveis de Sérgio Moro e ficaria á cargo dos benevolentes historiadores. A maioria de esquerda.
O problema é combinar com os vermelhos.
José Antonio Martins Prestes.
Graduado em Ciência Política
pela UFSC.
3mai18.
