sexta-feira, 31 de julho de 2009

O velho e bom Leão da Montanha e sua estratégica - Saída pela direita!!!

De direito, a crise é do senado e não do palácio do planalto, como disse hoje Lula, afinal estamos em plena democracia republicana, que preconiza a autonomia e a independência entre os poderes; mas de fato, Sarnei foi eleito presidente do Senado e está sendo mantido no cargo, por força, graça e obra do Presidente Lula e de seu projeto político para 2010.
Lula, que foi refém do mensalão - e que alegou nada saber sobre o assunto - agora é refém do PMDB e de uma corja de políticos fisiológicos e moribundos, que vendem a mãe e passam recibo. Tudo em nome do poder ou como disse o desautorizado Senador Aloísio Mercadante: "... da governabilidade". Eu diria, da continuidade.

Seria interessante pensarmos em construir um Brasil diferente, sugiro refletirmos sobre esses três pontos: renovar a classe política, investir maciçamente em educação e cidadania e reformular a legislação eleitoral e o nosso sistema político, simultânea e urgentemente.


José Antonio Martins Prestes

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Lula está refem de Sarnei, do PMDB e da politicalha!!!

Sarney, Lula e o preço que for preciso

A nota escrita pelo senador Aloizio Mercadante, líder do governo no Senado, pedindo o afastamento de José Sarney da presidência da “mui leal e valorosa” câmara alta da república, fez recordar ao país que existe uma queda de braço na interna do PT.
A presidência explicitamente desautorizou seu líder mantendo o apoio ao senador pelo Amapá.
Duas moedas estão em jogo.
Uma é de ordem tática, visando garantir a “blindagem” do governo perante a CPI da Petrobrás.
Outra, estratégica, mira no projeto eleitoral de 2010 e a complexa rede de alianças com as diversas facetas do PMDB que ocupam parcelas importantes de controle do Estado brasileiro.
No final das contas, o presidente mais popular da história do país se atira nos braços dos ex-inimigos políticos e isola qualquer voz discordante.
Uma mensagem é explícita. Não importa o motivo da discrepância entre políticos petistas e seu símbolo maior, para Lula e seu núcleo duro, nada pode estar acima das lealdades do governo para com quem o sustenta.
Este é um dilema clássico da política, ocorrendo quando um operador político paira acima de qualquer organicidade partidária.
Por fazer cálculos próprios, este líder tende a preferir bases de apoio para a chamada governabilidade e a projeção de continuidade do mandato pelo sucessor.
Embora soe estranho, é como abrir mão das metas originais para manter uma parcela do poder do Estado, concentrado no Brasil no caixa da União e nas prerrogativas do Executivo.
Nada disso é novidade na trajetória recente de Luiz Inácio. Este processo já se faz notar desde, pelo menos, a difusão da Carta ao Povo Brasileiro e a aliança com José Alencar para vice em 2002.
Naquele momento, o pouco que restara do projeto político da década de ‘80 se perdeu na planície. Restaria então a aliança orgânica com as correntes internas do PT e os partidos de esquerda eleitoral.
Como meta de governo, Lula e sua equipe tentariam ao menos a execução dos planos setoriais, sendo a reforma agrária e a retomada do poder de compra do salário mínimo as bandeiras históricas.
Fez-se apenas um arremedo de ambas, mas Lula provou ser duro na queda, superando a dissidência que formara o PSOL e posteriormente, sobrevivendo à crise do Mensalão.
Faltando exatos doze meses do início da campanha presidencial de 2010, o Planalto não vai arriscar nada.
Isto implica em pagar o preço necessário para evitar que José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e cia. não venham a se tornar uma versão peemedebista do irado Roberto Jefferson de 2005.
Para evitar esse risco e manter altas as chances de Dilma Roussef, Lula vai pagar o preço que for preciso.

Bruno Lima Rocha é cientista político (www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@via-rs.net)
Matéria poblicada no Blog do Noblat em 29/07/2009.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Roberto Mangabeira Unger fala no UOL sobre o Brasil e sobre política.

Veja o resumo da entrevista que o professor Roberto Mangabeira Unguer concedeu ao site UOL Notícias. Nele o professor fala sobre o Brasil e sobre política brasileira e aponta alguns caminhos muito interessantes.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Impunidade - O caso do castelo foi arquivado.


"Os congressistas são impuníveis no Brasil", diz professor de ética e política
Guilherme Balza.

Para o professor de ética e política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Roberto Romano, 63, o Brasil não vive uma democracia, e sim uma "oligarquia" em que os parlamentares são "impuníveis". O professor defende que seja feita uma reforma política a partir de um diálogo amplo com a sociedade, e não dentro do próprio Congresso, e que os partidos políticos sejam forçados a se democratizarem.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Quais são os limites da política?


Essa é uma pergunta que eu sempre me faço e não tenho conseguido resposta. Fico pensando sobre a dignidade humana ou os princípios que um ser humano precisa ter e respeitar para se orientar na vida.

De fato as coisas mudam muito pouco, sou levado a acreditar que são as pessoas que se moldam as circunstâncias. Mas, pra tudo existe limite.

Quando Maquiavel disse (sem dizer) que os fins justificam os meios, certamente não estava se referindo as coisas e sim as pessoas, da mesma forma quando afirmou que na política, os inimigos de ontem, serão os amigos de amanhã. Mas, e os limites?

Lula chegou ao poder, de direito e de fato, e está fazendo uma boa administração, reconheço. Precisa do PMDB e de uma corja do baixo clero para levar seu projeto político a diante (leia-se: eleger Dilma em 2010). Mas, e os limites?

Collor representa o coronelismo que condena o nordeste ao atraso, Collor é um político de proveta, uma cria do regime militar e da rede globo, que quase destruiu o Brasil em 1990/91/92; Collor é o sinonimo da corrupção e do crime organizado na política nacional.

Imagino o que passa pela cabeça de Heloisa Helena, ao ver Lula e Collor, de amores no mesmo palanque. Não deve ser fácil.

Aproveito esse espaço para me solidarizar com ela.

José Antonio Martins Prestes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Breve histórico da esquerda brasileira


O anjo torto, esquerda (e direita) no Brasil. Editora Brasiliense, 1995.

Resenha do livro de Emir Sader, feita por José Antonio Martins PRESTES

O autor inicia sua obra argumentando que, apesar dos inúmeros e substanciais avanços tecnológicos observados nos dias atuais, as desigualdades sócio/econômicas entre os países ricos (do hemisfério norte) e os países pobres, intitulados subdesenvolvidos ou em desenvolvimento (do hemisfério sul), acabaram por se acentuar drasticamente, e que a internacionalização das economias via globalização, fez com que os termos, direita e esquerda, perdessem o sentido que adquiriram nos últimos 300 anos, provocando um esvaziamento nos discursos políticos que se sustentavam sobre essa dualidade.
Os claros conflitos e contradições políticas, sociais e econômicas, observados á partir da revolução francesa e que se espalharam pelo mundo ocidental até o final do século XX, perderam de certa forma sua relevância e seu sentido depois da queda do muro de Berlim, do esfacelamento da URSS, da formação do Mercado Comum Europeu e da inserção da China na economia de mercado; causando uma espécie de anestesia e nebulosidade entre os que defendiam o socialismo democrático ou o comunismo; enfraquecendo-os e abrindo espaço para a evolução de uma nova ordem política e econômica, predominantemente neoliberal, defendida pelos Estados Unidos da América e pela Inglaterra do pós-guerra.
No Brasil, nasce nos anos de 30 (do século passado) e predomina até o final da década de 60 (com Luiz Carlos Prestes e com o Partido Comunista Brasileiro), uma proposta de esquerda capenga e vacilante, baseada no modelo Russo de 1917 (primeira fase). Posteriormente, durante a década de 70 tivemos a segunda fase da esquerda brasileira, caracterizada pela resistência armada ao regime militar ditatorial instalado em março de 1964. Finalmente, em sua terceira fase, a esquerda brasileira se consolida nos anos 80, através da resistência “pacífica” e institucional a já agonizante e desgastada ditadura militar, que caminhava lenta e tristemente para o seu final.
Sader desconsidera em sua obra, o fato de que nos anos 30, 40 e 50, a esquerda brasileira, leia-se Luiz Carlos Prestes e PCB, serviu mais aos interesses do Líder Populista Getúlio Vargas, que a seus próprios interesses e objetivos, na medida em que se “deixava” manipular pelo mesmo; juntamente com outras forças políticas da época como o integralismo; em função de um grande projeto progressista/nacionalista em implantação por Getúlio, que contrariava frontalmente os interesses do liberalismo americano no Brasil e na América Latina.
No início dos anos 60, buscando novas formas de atuação, surge do próprio PCB (e criticando-o), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), de orientação chinesa revolucionária. Nesta mesma linha de conduta crítica ao PCB, nasce em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a Política Operária, denominada Polop. No campo do pensamento Cristão, surge baseada na encíclica Pacen in Terris, do Papa João XXIII a Ação Popular, movimento de esquerda que deu origem posteriormente a teologia da libertação. Também neste contexto nasce as Ligas Camponesas, movimento baseado na luta pela reforma agrária e acesso á terra. Portanto, o início dos anos 60 marca o fim da hegemonia do PCB na esquerda brasileira e inalgura novas formas de luta e de mobilização popular em prol da implantação de um regime socialista revolucionário e democrático, processo este que culminou no golpe de 31 de março de 1964, uma ditadura militar violenta e repressiva.
A luta armada como forma de resistência ao regime instalado e suas mazelas é colocada pelo autor como única fronteira possível de atuação da esquerda no final dos anos 60 e início dos anos 70. Fato este que deu origem a uma série de assaltos e seqüestros urbanos, promovidos por diversos grupos de esquerda e pelas tentativas de organização de luta armada no campo, como as experiências da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária do Capitão Carlos Lamarca), no Vale do Ribeira e a tentativa do PCdoB em implantar no rio Araguaia, um núcleo de guerrilha rural. Todas essas tentativas foram violentamente reprimidas pela ditadura, com suas forças oficiais e para-militares, resultando na prisão, tortura, morte ou exílio daqueles que delas faziam parte.
Após o aniquilamento dos grupos que tentaram combater a ditadura pela via da luta armada, o regime militar permitiu que se estruturasse dentro do MDB (partido que juntamente com a ARENA, prestava-se ao trabalho de dar legitimidade política á ditadura), o nascimento de uma oposição vigiada e controlada. O processo de redemocratização nasce então nas mãos das FFAA (forças armadas), que no final da década de 70 promovem uma anistia política.
O fracasso dos programas sociais e econômicos do regime militar, associado a implantação de indústrias multinacionais na região do ABCD paulista, propiciou o surgimento de um movimento sindical muito mais crítico e independente do que aquele sindicalismo estatal predominante no período de Getúlio Vargas. É justamente no seio deste movimento sindical que nasce a terceira geração da esquerda brasileira, associada a amplos e importantes setores da sociedade civil como os membros da igreja católica, ligados á teologia da libertação e aos intelectuais da USP e da Unicamp. Desse movimento sindical e neste contexto nasce o Partido dos Trabalhadores (PT), que assumiu a cara da nova esquerda brasileira, defendendo um discurso socialista e democrático e em oposição ao neoliberalismo implantado e defendido pelas forças de direita que ocupavam o poder desde março de 64.
A ascensão do PT de Lula como o principal representante da esquerda brasileira, colocou todos os demais partidos de esquerda num papel de meros coadjuvantes no processo político e a polarização com o PSDB (um partido que depois da eleição de Fernando Henrique Cardoso e da associação com o PFL, assume a bandeira do neoliberalismo), definiu o campo de embate político ideológico do Brasil contemporâneo.
De uma forma clara, simples, muito objetiva e sem emitir juízo de valor, Emir Sader traça uma perfeita trajetória cronológica da esquerda brasileira, que pode ser lida e entendida por todos aqueles que pretendem conhecer a nossa história política recente (pós república velha) e a entender a formação do atual cenário político ideológico brasileiro.


Emir Sader nasceu em São Paulo, no ano de 1943. Formou-se em Filosofia na Universidade de São Paulo. Fez Mestrado em Filosofia Política e Doutorado em Ciência Política, ambos na Universidade de São Paulo. Na mesma universidade, trabalhou como professor, primeiro de filosofia, depois de ciência política. Foi, ainda, pesquisador do Centro de Estudos Sócio Econômicos da Universidade do Chile, professor de Política na UNICAMP e coordenador do Curso de Especialização em Políticas Sociais na Faculdade de Serviço Social da UERJ. Atualmente dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia. É autor de pelo menos 32 outras obras, entre elas: Século XX - Uma biografia não-autorizada. Ed. Fund. Perseu Abramo, 2000. Estado e Política em Marx (Ed. Cortez);A transição no Brasil: da ditadura à democracia? (Ed. Atual).

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Em nome da governabilidade!!!!

Em nome de Deus,
Em nome da igreja,
Em nome da paz... ...,
Em nome da fidelidade
Em nome da honra,
Em nome da pátria,
Em nome da democracia,
Em nome da segurança,
Em nome da dignidade,
Em nome da lei,
Em nome da vida.

Quanto medo,
Quanta submissão,
Quanta guerra,
Quanta traição,
Quanta ditadura,
Quanta tortura,
Quanta alienação,
Quanta corrupção,
Quanta leviandade,
Quanto crime.
Quanta morte,

"Em nome da governabilidade devemos conservar o Senador José Sarnei,
na presidência da Senado e no mandato". Disse o Senador Petista, Aluísio Mercadante.

Quanta incoerência !!!!!!


José Antonio Martins Prestes