domingo, 3 de junho de 2018

Caros amigos, o Brasil possui cerca de 5.570 municípios e 60.000 vereadores.
Se os custos com o funcionamento predial de cada casa legislativa municipal for, em média, de 10 mil reais mensais, teremos aí 55.7 milhões por mês ou 668 milhões de reais ao ano.
Se os custos médios mensais com cada vereador (e eventuais assessores) for de 15 mil reais em média, teremos aí mais 900 milhões/mensais. Que perfazem mais de 11,7 bilhões ao ano.
Portanto, por ano, as nossas câmaras municipais não nos custam menos de 12,4 bilhões* de reais. Isso sem contar toda corrupção envolvida.
Para se ter uma ideia daria para recuperar todas as estradas brasileiras, em menos de 3 anos. Sem cobrar um tostão de pedágio e dar empregos para mais de 16 mil brasileiros. Este custo que foi estimado pela CNT e é de 32 bilhões de reais.
Em 6 anos e meio daria para dotar o Brasil de uma excelente malha ferroviária ao custo de 77 bilhões conforme dados do IPEA. E gerar mais de 40 mil empregos.
Pois bem, minha proposta é que nossas cidades sejam dotadas de vereadores internautas voluntários. Ou seja, de acordo com uma boa regulamentação e leis adequadas, os vereadores passariam a trabalhar em casa, via internet, voluntariamente. Sem nenhum custo aos cofres públicos e á sociedade. Como alias já existem em alguns países. Simples assim.
Só para esclarecer os amigos, as quatro funções constitucionais dos vereadores são:
- organizar o município através de sua lei orgânica;
- legislar: criar, renovar ou revogar leis, discutir e aprovar o orçamento municipal;
- fiscalizar as ações do executivo municipal, e por fim;
- se necessário, julgar atos "irregulares" destes.
*Esse número de 12,4 bilhões de reais é uma estimativa superficial e primária, se considerarmos todos os custos diretos e indiretos das câmaras municipais e dos vereadores desde os processos eleitorais essa quantia pode ir muito além.
O brasil ainda vai piorar muito, antes de melhorar. Se melhorar!!!

Nada, absolutamente nada indica que o Brasil e a situação dos brasileiros que não pertencem a elite ou estão protegidos por algum tipo de privilégio, vai melhorar á partir da "greve dos caminhoneiros", das eleições de 2018 (se ocorrerem) ou de alguma intervenção militar (se houver).
Isso por uma questão muito simples: nenhum desses fatos, isolados ou em conjunto indicam que as causas das nossas mazelas serão expostas e discutidas por gente qualificada e comprometida com formação de uma nação brasileira.
É indiscutível que temos um povo, uma população, uma sociedade, um território,  um país, uma língua, uma história e até uma cultura própria, mas não temos e não somos verdadeiramente uma nação.
Me apropriando da definição da wikipédia.
Nação: É a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradiçõesreligião, língua e consciência nacional.
O bicho pega exatamente aí, na falta de uma consciência nacional, a começar por nossa elite que nunca foi comprometida com o povo ou com a sociedade, a maioria dos membros desse pequeno grupo se orgulha de ter dupla nacionalidade ou de poder comprar uma segunda nacionalidade. Em caso de necessidade, tchau.
Os mega empresários brasileiros, via de regra, vivem mamando nas tetas do Estado através de esquemas viciados de corrupção, como mostrou a lava-jato.
Temos os grupos que se fecham em corporações para defender interesses próprios, reservas de mercados, concessões públicas, cartórios etc.... Maçonaria.
Os estamentos burocráticos do Estado: funcionários públicos de alto escalão ou categorias que simplesmente viram as costas para a população e usam o seu tempo e a sua influência para manter ou aumentar privilégios, ás custas dos cofres públicos. diplomatas, juízes, promotores, militares, etc.
A grande mídia vassala, prostituta de quinta categoria sempre pronta a se vender ao governo da vez. 
Partidos políticos e a classe política que não passam de bancas de negócio ou abutres para lotear o patrimônio público em troca de votos.
Sindicatos pelegos acomodados nas verbas do estado ou nas vendas de assembleias dos trabalhadores que supostamente representam.
As instituições religiosas vendendo seus púlpitos para políticos safados ou financiando seus próprios projetos de poder. 
Sindicatos e igrejas servindo de lavanderias para o crime organizado, tanto do crime comum como da corrupção. E assim por diante...
E, por fim, a turma do andar de baixo, se satisfazendo com  as migalhas dos programas sociais e subsídios estatais dos governos de plantão.
Quem vai  mexer nesse vespeiro: o esquerdista desequilibrado do Ciro Gomes? o maluco nazista do Bolsonaro? o continuista lavajatista do Alkmim? a fraquíssima esquerdista Marina? o oportunista João Dória?

De resto, sobra alguma intervenção militar??????????????????????











sábado, 5 de maio de 2018


O destino dos brasileiros está nas mãos de um político presidiário.

As mais recentes pesquisas eleitorais publicadas neste início de maio (DatafolhaIbopeMDADataPoder360 e Paraná Pesquisas), mostram que Lula não só mantem 31 % do eleitorado brasileiro fiel ao seu legado social, como detém o poder  de transferir dois terços de seus votos para qualquer poste que ele indicar caso não possa concorrer, menos é claro, para Dilma, que é um poste queimado dentro do próprio partido.
Isso significa dizer que Lula participará das eleições deste ano de qualquer jeito e vai para o segundo turno muito provavelmente através de seu avatar. Ocorre que as mesmas pesquisas mostram que a maioria do eleitorado brasileiro (54%) não quer mais ser governada pela esquerda. Fenômeno este que está ocorrendo em todo mundo democrático civilizado. O momento agora é da direita, seja nas Américas, na Europa ou na Ásia. Denominado por Samuel Huntington de "onda reversa". 
È aí que a cobra começa a fumar. O PT pragmático de Gleisy Hoffman e Lindberg Faria do andar de cima, e dos “movimentos sociais” do andar de baixo, junto com a marxistada de ipod de plantão nos centros de filosofia e ciências humanas das universidades públicas, não aceita uma composição do avatar de Lula com políticos ou partidos (sequer) de centro esquerda, leia-se, Ciro Gomes, Marina Silva  ou Joaquim Barbosa. Fernando Haddad, Jacques Wagner, Celso Amorim ou qualquer outro possível avatar lulopetista, só poderá se coligar com gente do tipo:  Manuela D’Ávila, Guilherme Boulos, ou, quiçá, Rui Costa Pimenta. A turma da luta de classes do século XXI, que odeia a classe média mas não dorme sem pijamas nem sai do banho sem roupão.
Esse caminho levará inevitavelmente as eleições de 2018 á radicalização entre a extrema esquerda e a extrema direita. Extrema-direita esta, legitimamente representada por Jair Bolsonaro.
É isso mesmo. A radicalização da esquerda levará Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Simples assim. E aí o pau vai quebrar, Jair Bolsonaro não terá forças e nem fará esforços para conter seus mais fiéis escudeiros e viveremos um período de neofascismo explicito. Quem, como eu, já esteve em manifestações pró e contra Lula e pró e contra Bolsonaro, já sentiu a pegada. É forte.
Um candidato de centro direita, que se comprometa a pacificar o Brasil controlando a lava-jato e ainda com "poderes" para colocar a economia brasileira nos trilhos já existe e está pronto para ser apresentado ao eleitorado, é preciso apenas haver um acordão cuja decisão está nas mãos de Lula.
Para quem no passado negociava clandestinamente com o Delegado Fleury, vendia greves com a maior cara de pau e fez fortuna através de amizades obscuras com os maiores empresários brasileiros, isso é fichinha. Aceitando o acordo Lula teria como prêmio a liberdade e como punição o ostracismo político. Neste caso, seu julgamento sairia das mãos implacáveis de Sérgio Moro e ficaria á cargo dos benevolentes historiadores. A maioria de esquerda.
O problema é combinar com os vermelhos.

José Antonio Martins Prestes. 



Graduado em Ciência Política pela UFSC.                                

3mai18.