quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ficha suja!!!

O texto aprovado anteontem pela Câmara do projeto Ficha Limpa atinge só 1 político dos 70 deputados federais e 3 senadores paulistas e dos 37 líderes partidários do Congresso.

Levantamento da Folha nestas bancadas mostra que 37 congressistas já foram condenados, ou são réus ou indiciados, de acordo com o site da Transparência Brasil, mas apenas Paulo Maluf (PP-SP) tem uma condenação por órgão colegiado que se enquadra nos requisitos da proposta, que ainda será discutida no Senado.

Maluf responde a pelo menos outras dez ações. Por meio de sua assessoria, o deputado disse que já recorreu e não desistirá da sua candidatura.

Pelo projeto, ficam inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas cria-se o chamado efeito suspensivo, que permite recurso a outro órgão superior colegiado.

A Folha checou as condenações já existentes e, à exceção de Maluf, os parlamentares teriam direito de se candidatar pelo que está na proposta.

A pouca eficácia sobre congressistas ocorre, para especialistas, por eles terem foro privilegiado (seus processos são julgados por órgãos superiores).

Para o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, o problema agora está com a Justiça. "Estamos pedindo ao Conselho Nacional de Justiça que determine metas para os tribunais julgarem processos de improbidade e de corrupção", afirmou.

A proposta da Câmara é elogiada pela prioridade de julgamento para os casos de candidato condenados que entrarem com recurso, o que vai evitar o protelamento das ações, e pela perda do mandato ser imediata (após os julgamentos).

Os parlamentares que renunciarem até a aprovação do texto não serão atingidos. Só quem renunciar após o início da vigência não poderá concorrer, afirmam especialistas. Há dúvidas ainda sobre o prazo que políticos cassados ficarão sem poder concorrer. E se a norma valerá para esta eleição.

Erick Pereira, professor de direito eleitoral, afirma que o texto pode ser contestado no STF por não respeitar o princípio da presunção da inocência.

Matéria do uol notícias de 09/06/10

DIMMI AMORA
MARIA CLARA CABRAL
da Sucursal de Brasília




domingo, 6 de junho de 2010

A política dos políticos

A política como ele é:

http://noticias.uol.com.br/politica/2010/06/06/perfil-de-lula-no-governo-mudou-apos-escandalo-do-mensalao.jhtm

José Antonio Martins Prestes

sábado, 5 de junho de 2010

Espionar é preciso.

Não se faz campanha eleitoral sem espionagem, portanto a existência do suposto dossiê que o PT estaria preparando sobre Serra, seus familiares e políticos próximos não só tem procedência, como também é verdade que os tucanos espionam os petistas, porém com maior competência.

A notícia, sem nenhuma novidade, é a displicência com que os petistas estão usando esta ferramenta estratégica, uma demonstração absurda de amadorismo e de ansiedade dos atuais coordenadores de campanha de Dilma. Não é por acaso que Antonio Palocci deverá assumir e concentrar a coordenação da campanha, a mando de Lula.

Sem demagogia ou subterfúgios, a espionagem é uma instituição muito antiga e continua atualíssima, tanto que todos os governos, sem exceção, mantêm grupos de espionagem para informar-se sobre seus amigos e inimigos (internos e externos), a empresas espionam-se mutuamente o tempo todo, no meio sindical (origem básica do PT), quem não espiona não existe, e vai por aí a fora.

Algumas das regras básicas da espionagem:

Quem não espiona não tem nenhuma chance na guerra;
Espião tem que ser muito competente e muito bem pago;
Espião descoberto é espião morto.


José Antonio Martins Prestes