De fato o novo caso Palocci mostra como a linha divisória entre o interesse público e os negócios privados no Brasil, simplesmente não existe, é uma falácia. Apesar disso não ser nenhuma novidade, o que chama a atenção neste episódio, são as suas recorrências: primeiro a de ter ocorrido na casa civil (lembrando Zé Dirceu e Erenice Guerra), o núcleo duro do poder nos governos do PT; segundo, a do envolvimento de Antonio Palocci (lembrando os casos da corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto na gestão Palocci e a quebra de sigilo bancário do porteiro do bordel de luxo frequentado por ele).Podemos tirar pelo menos duas lições importantes disso tudo: a de que a corrupção não tem nem partido nem ideologia e a de que a nossa jovem democracia, precisa produzir urgentemente um novo padrão de homens (e mulheres) públicos. Sabemos o quanto isso é difícil.
Quanto a privada. A presidente Dilma estará puxando a descarga hoje.
