O objetivo deste blog é criar um espaço para discussões e reflexões de temas que ajudem na construção de bases para um Brasil e, conseqüentemente, para um mundo melhor e mais justo, tendo como princípio o pensamento político.
Se todos os países constituem forças armadas exclusivmente para suas respectivas defesas, nehum país do planeta precisa de forças armadas.
As forças armadas existem para dar suporte a processos de dominação e de exploração tecnológico-científico e econômico. Ou seja, quando não se estabelece o domínio pela inteligência ou pela grana, usa-se a força.
A discussão do momento no Brasil gira em torno da queda de braços entre os comandantes militares e o palácio do planalto sobre a melhor opção de caças para reequipar as nossas forças armadas e torná-las enfim, preparadas para enfrentar qualquer ameaça externa. Os milicos dizem que os caças suecos são muito melhores, mais eficientes, operam com a metade das despesas e custam a metade do que custam os caças franceses e um terço menos do que os americanos. O presidente lula, que tem um acordo "estratégico" e “velado” com a França, insiste que a decisão é política e, portanto, sua prerrogativa.
Como pano de fundo desta celeuma existe a discussão sobre revelar ou não as verdades guardadas a sete chaves pelos militares, sobre suas atrocidades durante o regime militar. Quando o último milico no poder, o nada simpático general joãobatista figueiredo decretou a anistia ampla, geral e irrestrita; pretendeu (muito mais que perdoar os "criminosos" políticos de esquerda) sepultar, sem perícia nem direito á exumação, as mazelas cometidas por ele mesmo e por seus irmãos de farda, que não foram poucas.
É impressionante que no início do terceiro milênio, a maioria dos governantes do mundo, ainda façam da guerra um grande negócio e suas princiapis escadas políticas, e, mais impressionante ainda, é a complacência das sociedades diante de tanta insensatez. Os estados unidos, que durante o século passado, fizeram da guerra e do terror a base de sustentação de sua prosperidade, hoje encontram-se em franca decadência econômica, política e social; têm uma população totalmente neurótica, obesa e dominada pelo medo. Estão colhendo os seus frutos. O quase brilhante baracobama está refém da indústria da guerra, curva-se completamente aos seus interesses e compromete sua biografia, mas, principalmente, está perdendo uma ótima oportunidade de construir uma nação próspera, feliz e sem medo.
Na América latina, um estúpido chamado hugo chaves, inspirado por um retardado chamado fidel castro (que condenou o povo cubano á miséria, ao atraso e a prostituição), cumpre seu triste papel: o de estabelecer a instabilidade política e militar na região amazônica. Seu trabalho é justamente promover uma corrida armamentista na região, para que as indústrias da guerra: americana, russa, israelense, francesa e inglesa continuem a prosperar. Infelismente, o energúmeno está sendo muito eficiente em sua tarefa.
O presidente lula embriagado (não mais pela cachaça barata que tomava no seu tempo de peão de fábrica), mas pelo poder e pela popularidade em alta, tem pretensões claras de se projetarinternacionalmente, daí a intenção de conduzir o Brasil ao conselho permanente de segurança da ONU e, quem sabe até, a de ocupar o seu maior cargo.É exatamente aí que se baseia a sua decisão estratégica e política pela compra dos jatos franceses. Não foi á toa que o jornal francês "le monde" o elegeu a personalidade de 2009.
Não há dúvidas que o presidente lula esta se credenciando para um salto tão grande, e, a princípio, isso seria "muito importante " para todos os brasileiros, mas em sua corrida para este salto, existe um risco enorme de um tropeço monumental. Exemplo deste risco foi a trapalhada diplomática e jurídica em que ele e seu fiel cão de guarda e assessor para assuntos aliatórios, marco auréliogarcia enfiaram o Brasil na, ainda não resolvida, crise de Honduras.
É preciso lembrar que os cinco países membros do conselho permanente de segurança da ONU, são os cinco maiores produtores de armas do mundo e que o Brasil, a mais de 150 anos não tem conflito com nenhum de seus vizinhos ou sofreu qualquer ameaça externa, nossa participação na segunda guerra mundial cumpriu muito mais um papel político definido pelos americanos, do que um risco á nossa segurança ou integridade.
Para terminar: agora os milicos têm como negociar com o palácio do planalto - se lula enterrar definitivamente os arquivos sobre a ditadura estará liberado pra negociar com Sarcosi e seguir seu caminho, caso contrário, haverá um descontentamento generalizado na caserna, com consequênciasimprevisíveis.
Ou seja, os militares aprenderam (finalmente) como funciona a política.