
Os novos mandatos de
Sarney e de Temer mal começaram e a mesa da câmara se vê ás voltas de mais um escândalo e de um dilema muito conhecido: Como salvar o mandato e os privilégios do Nobre deputado
Edmar Moreira (
DEM-
MG), que caiu em desgraça?
A fórmula já existe: _ O Nobre deputado renúncia aos cargos de 2º
vice-presidente e de Corregedor da câmara, vai para uma espécie de geladeira política, sai de foco, cai no esquecimento, e seu mandato está salvo. Este expediente deu certíssimo no caso do Nobre Senador
Renan Calheiros e está sendo usado agora. Afinal, pra que servem os amigos?
Na pior das hipóteses, caso algum
engraçadinho queira levar o caso á diante e a imprensa pegue no pé do Nobre deputado, os demais Nobres deputados terão que abrir uma
sindicância administrativa e provavelmente votar o
impeachment do Nobre colega. Caso isso ocorra, haverá a saída honrosa da renúncia e da volta triunfal nos braços do povo, em 2010. Foi o que ocorreu com o Nobre senador
ACM e com o Nobre deputado José Roberto Arruda em 2001.
Quanto ao castelo não declarado, á dívida milionária junto ao
INSS, ao empréstimo não pago ao Banco do Brasil ( e desviado ilegalmente para a campanha do filho que também é Nobre Deputado estadual), e demais
ilicitudes cometidas por
Edmar Moreira (
DEM-
MG), se este tiver mesmo muito azar, o caso vai parar no Supremo Tribunal Federal, onde certamente encontrará um
Gilmar Mendes de braços e coração abertos, sempre com uma mão amiga estendida para ajudar mais um irmão em apuros. É só lembrar o caso do
Nahas e do
Dantas.
De fato o Brasil não mudou e nem mudará com pessoas como
Sarney, Temer, Mendes e Edmar Moreira no poder, infelizmente as falcatruas continuam.
José
Antonio Martins Prestes