sábado, 5 de junho de 2010

Espionar é preciso.

Não se faz campanha eleitoral sem espionagem, portanto a existência do suposto dossiê que o PT estaria preparando sobre Serra, seus familiares e políticos próximos não só tem procedência, como também é verdade que os tucanos espionam os petistas, porém com maior competência.

A notícia, sem nenhuma novidade, é a displicência com que os petistas estão usando esta ferramenta estratégica, uma demonstração absurda de amadorismo e de ansiedade dos atuais coordenadores de campanha de Dilma. Não é por acaso que Antonio Palocci deverá assumir e concentrar a coordenação da campanha, a mando de Lula.

Sem demagogia ou subterfúgios, a espionagem é uma instituição muito antiga e continua atualíssima, tanto que todos os governos, sem exceção, mantêm grupos de espionagem para informar-se sobre seus amigos e inimigos (internos e externos), a empresas espionam-se mutuamente o tempo todo, no meio sindical (origem básica do PT), quem não espiona não existe, e vai por aí a fora.

Algumas das regras básicas da espionagem:

Quem não espiona não tem nenhuma chance na guerra;
Espião tem que ser muito competente e muito bem pago;
Espião descoberto é espião morto.


José Antonio Martins Prestes

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