Definitivamente sou contrário a golpes de estado e a regimes militares de direita ou de esquerda. Odeio Ditaduras, seja a de Zelaya ou a de seus inimigos, seja de Hugo, seja de Fidel ou de Obamas, para mim, isso é um retrocesso.Confio na democracia e no estado democrático de direito, por pior que sejam.
Mas daí a sair defendendo o Sr. Zelaya, como se fosse um coitadinho vítima de um mostro, é no mínimo desconsiderar que esse cidadão não passa de um projeto de ditador, que pretendia se manter no poder em detrimento da constituição do seu país e que a sua deposição foi constitucional.
A meu ver o Brasil foi extremamente infeliz e inoportuno em comprar uma briga, totalmente desnecessária, e que pode nos custar muito, na medida em que intervir em assuntos internos (na soberania) de outras nações, disputar a liderança da América Latina demonstrando "superioridade" econômica e militar, não contribui em nada com a unidade que precisamos construir entre os latino americanos.
Quando perguntaram ao Roosevelt qual foi a medida mais importante que ele havia tomado para tirar os EUA da crise de 29 ele disse: Na maioria das vezes os problemas se resolveram por si só, e o melhor que fiz, foi não ter feito nada.
Como Brasileiro reprovo a intromissão do Brasil em Honduras.
José Antonio Martins Prestes

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