Sem dúvida o Senador Democrata Barac Obama tem méritos pessoais para estar á frente do Senador Republicano John McCain nas pesquisas eleitorais americanas, faltando menos de dois dias para a data da eleição; seu currículum e sua brilhante campanha o credenciam para isso. Além disso, Obama está contando com um grande aliado em sua caminhada, o maior cabo eleitoral dos Estados Unidos, nada mais nada menos do que o Presidente George W. Bush.Com uma política externa desastrada e uma política interna inconsequente, que estão levando a maior economia do planeta a uma crise imobiliária e financeira gigantesca, ninguém mais do que Bush contribuiu para a fabulosa rejeição ao candidato republicano, John McCain. O trabalho da equipe de Obama está sendo o de manter na cabeça dos americanos que John McCain significa a continuação de George W. Bush. Diga-se de passagem esse trabalho não é muito difícil.
As cenas humilhantes de um Bush desgastado, tentando explicar aos americanos a falência do seu setor imobiliário e de algumas das mais tradicionais instituições de crédito e de investimento dos Estados Unidos, pedindo ao mesmo tempo a compreensão do seu povo e o apoio do congresso para socializar os prejuízos e salvar o seu sistema econômico, só piorou a situação do candidato republicano. Tanto isso é verdade que Bush não aparece ao lado de McCain na campanha.
A conta das guerras do Iraque e do Afeganistão ainda estão abertas, atualmente 75% dos estadosunidenses consideram que estas guerras são grandes erros que lhes custaram alguns bilhões de dólares e várias centenas de vidas de jovens americanos, sem atingir nenhum dos seus principais objetivos, que eram: tornar o "mundo" mais seguro em relação ao terrorismo islâmico, exterminar o Talibã e devolver a democracia ao Iraque. Não é preciso dizer que o Senador McCain apoiou e apoia integralmente as posições de Bush nestas questões e está pagando o seu preço por isso.
Se não fosse por estas circunstâncias, um negro com ideias socialistas, meio americano e com fortíssima influência muçulmana, não teria a menor chance concorrendo contra um branco de familia tradicionalíssima, herói de guerra e conservador, numa eleição para a presidência dos Estados Unidos da América.
José Antonio Martins Prestes

um abraço rossetto ribeirao preto 16 91390874
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